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A Casa 3
Dana Gerhardt

Quando meu filho tinha três anos, caminhávamos com frequência até o pequeno parque defronte ao clube do bairro, para Branden poder brincar no "êh!" (termo que ele criara para o "escorrega"). Lembro da vez em que se juntou a nós uma senhora de idade. Ela estava conduzindo o neto num carrinho de puxar vermelho, ou como Branden costumava chamá-lo à época, num "passeio".

O garoto era alguns meses mais velho do que Branden, e enquanto aquele engatinhava para fora do seu carrinho, meu filho estudava-o cuidadosamente. O garoto olhou-o de volta ligeiramente, e então foi correndo para os arbustos, onde pegou do chão pedaços de casca de sequoia e começou a arremessá-los nas plantas. Enquanto isso, sua avó conduzia um monólogo polido sobre como ele deveria dizer olá para o coleguinha, como não deveria machucar as plantas, como a nenhuma das pessoas agradaria se ele continuasse a arremessar a casca – nada do que ele aparentava ouvir.

Após alguns minutos, meu filho caminhou até o garoto. Sem cumprimentá-lo, Branden também juntou umas cascas de árvore e arremessou-as nos arbustos. Não era nada que fizera antes. Por alguns minutos, os dois simplesmente ficaram ali, arremessando cascas lado a lado, silenciosamente envolvidos em um rito de comunicação que só eles compreendiam. Depois que a vovó interrompeu o jogo, os dois brincaram separadamente, sem mais nenhum reconhecimento da presença um do outro – pois isso não era uma amizade que nascia. Era uma coisa de Casa 3.

A Casa 3 rege os irmãos, os vizinhos, as viagens curtas, a escola primária, a aquisição e o uso da linguagem. Mas por trás dessas palavras-chave reside um mistério profundo: nossa dança do desenvolvimento fundamentalmente humana – de curiosidade, imitação e comunicação, de adaptação e conexão com o nosso mundo imediato. Não é tanto uma casa de "coisas"; é mais uma zona de atividade. À maneira como uma planta alcança a luz, em nossa Casa 3, alcançamos o mundo com nossas mentes. A essência de todos os substantivos da Casa 3 talvez sejam resumidos a um só verbo: nessa casa nós aprendemos.

Aprendemos com nossos irmãos e vizinhos; com nossos passeios curtos pela cidade; com as palavras que moldam o nosso mundo; com as estruturas sociais e informacionais que encontramos na escola. O mistério, é claro, é que fazemos isso antes que alguém nos diga para fazê-lo. É tão instintivo quanto a urgência de um bebê de engatinhar pelo carpete. É tão fundamental quanto o prazer que uma criança pequena tem com palavras inventadas ou descobertas como a de arremessar cascas de árvore. Seguimos as pistas do nosso entorno e crescemos. Uma criança segue seus irmãos, sentindo-se bastante realizada quando imita sua linguagem e comportamentos. Uma criança sem irmãos ou irmãs encontrará similares. Muitas vezes eu costumava espiar por detrás da cerca, vendo Branden e seus amiguinhos da creche fazendo balbúrdia no pátio. Na superfície, eram um bando sem padrão, patinhos sem um pato guia – embora por trás de seus movimentos houvesse uma complexa dança atribuída à Casa 3, de curiosidade, competição e imitação, de aprendizagem, e ganho de conexão com o mundo deles.



A Casa 3 é o que se conhece como casa "cadente". "Cadente" vem do Latim cadere, que significa cair. As casas cadentes são onde caímos depois dos planejamentos que iniciamos nas casas cardinais e que estabilizamos nas sucedentes. Temos que nos adaptar às forças externas. Nosso sucesso ali depende de flexibilidade e versatilidade. É sábio considerar tudo o que encontramos nestas casas como um professor. Nas cadentes acima do horizonte, somos levados a mundos além de nossas familiares ruas estreitas. Na 9 encontramos conceitos estrangeiros, alargamo-nos em novas perspectivas, discernimos os significados maiores por trás dos eventos. Na 12 vamos além dos limites da lógica comum e tocamos o que é inconsciente, incompreensível e divino.

Por comparação, as cadentes abaixo do horizonte podem parecer menos interessantes ou exóticas. Seu terreno é certamente mais restrito. Na 6, temos que nos adaptar aos limites de nossos corpos (na astrologia tradicional, essa é a casa da doença); ou temos que nos adaptar ao local de trabalho (na astrologia moderna, essa é a casa dos colegas de trabalho e tarefas rotineiras). Na 3 temos que nos preocupar com a lida diária: telefonemas, e-mails, deslocamentos de carro pela cidade. A lista de palavras-chave que sinalizavam novas aventuras para uma criança evoca para um adulto o tédio de um território já conquistado. A escola primária já acabou. Os irmãos e os vizinhos param de nos fazer expandir. Já dominamos muitos milhares de palavras.

Talvez seja por isso que John Frawley escreve sobre a Casa 3: "De todas as casas do mapa astrológico, é provavelmente a 3 que desperta menos interesse. Na maioria das leituras de mapas natais, será discretamente deixada de lado, pois normalmente o astrólogo pode não achar nada ali que justifique um olhar mais de perto".1 Se, de fato, um astrólogo fala sobre trânsitos planetários na 3 ou de uma Casa 3 forte numa revolução solar, sua sugestão usual é que participemos de uma oficina, melhoremos nossas habilidades comunicativas, aprendamos algo que talvez atualize nossos currículos. Ou um astrólogo poderá dizer que é um período em que estaremos mais ocupados que o normal, quando a meditação e práticas que aliviem o estresse podem ser necessárias.

O problema de tal aconselhamento é não considerar o encanto e o propósito contínuo dessa casa. Assim como a Casa 6 oferece intricado feedback das exigências mutáveis de nossos corpos ou nosso ambiente de trabalho, através da 3 colecionamos um fluxo de informações sobre os contornos mutáveis de nosso ambiente. Nada – nem mesmo o mundo que nos é familiar – fica parado. Perca o interesse nessas mudanças e a sua mente perderá a sua potência. Quando você cessar de espantar-se com o que é estranho no seu dia-a-dia, quando perder sua vontade de experimentar novas palavras e imitar sem autocensura, quando renunciar à adrenalina de adquirir novas maestrias, por menores que sejam, perderá a vasta riqueza dessa casa. A questão aqui não é tanto o que aprendemos, e sim que aprendemos. Na Casa 3 estamos realizando o bom trabalho de manter nossas mentes vivas e, nas palavras de Bob Dylan, "jovens para sempre".

No Natal passado, comprei uma varinha de Harry Potter. Diverti-me a tremulá-la por aí afora, apertando-lhe os botões, geralmente fazendo de conta que era mágica. Então um dia meu filho anunciou que ganhara o jogo. "Que jogo?" "A sua varinha de Harry Potter". Era um jogo? Chequei a caixa da varinha e li linha por linha. Não havia menção de um jogo, nenhum manual de instruções. E mesmo assim, Branden descobrira como apertar os botões de modo que acumulasse pontos e vencesse companheiros imaginários. Embora eu tenha sido uma excelente aluna na escola primária e com notas altas por todo o ensino médio, tive minha punição com aquela varinha. Aos quase 50 anos de idade, de repente eu me encontrava em uma sala de aula onde eu era a burra da história!

A Casa 3 traz oportunidades para continuarmos nos atualizando. Lembrando da escola primária, em cujo modelo a Casa 3 se situa, sua formação era amplamente obrigatória. Não tivemos o direito de escolher nosso curso de estudo até a Casa 9 da educação superior. Aprendizado de Casa 3, portanto, é mais sobre aquilo o que o nosso ambiente dita como importante. Você ainda não usa a Internet? Não aprendeu como cumprimentar seus novos vizinhos eslovacos na língua nativa deles? Responda sim e poderá estar fechando a porta para a adaptabilidade e efetividade da Casa 3.

Talvez a melhor abordagem dos trânsitos da Casa 3 seja dar uma olhada sincera e ver onde você ficou para trás. Embora tecnologias como câmeras digitais e computadores de mão possam ser regidas pela Casa 11, o aparecimento delas em seu ambiente torna-se uma questão de Casa 3, especialmente porque elas transmitem informações. Você pode não precisar de todas as opções do seu celular, mas dominá-las pode expandir a sua percepção do mundo de maneiras que não pode prever. Aprenda a navegar em seu menu e é capaz de o seu cérebro começar a pensar por vias novas e atuais.


Embora eu e Branden compartilhemos a mesma casa, vivemos em vizinhanças diferentes. Na sua vizinhança, brinquedos eletrônicos são lugar-comum. O tecnológico Aquário está na cúspide da sua Casa 3. Meu filho não precisa de um livro de instruções. Para ele, esse conhecimento está no ar, como se lhe bastasse apenas absorvê-lo. Nossa mente de Casa 3 é geralmente como uma esponja, absorvendo sem se preocupar com as particularidades do conteúdo. Talvez por isso a astrologia tradicional afirme que a receptiva e mutável Lua está em "júbilo" nessa casa. Na agitada 3 há muito o que refletir e receber. Semana passada, Branden chegou a casa bem contente com um rap que tinha feito com seus amigos: "Eu to na rua tomando liz bliz com o chiz niz no biz ness". Quando lhe perguntei o que aquilo significava, ele não fazia ideia, um fato que não diminuiu em nada o seu prazer.

Branden ainda não assiste à MTV, mas nas asas de Hermes, o linguajar de Snoop Dogg ainda viaja pela vizinhança de Branden, onde é absorvido. Esse é um fato que os pais nunca podem reverter completamente. É sugerido pelo próprio leiaute do horóscopo: a Casa 3 precede a 4 do lar e da família. A vizinhança é uma influência que caminha para dentro do lar, em vez do que pais e educadores talvez prefiram – uma que vai do lar para o pátio da escola.
Planetas e signos na Casa 3 agem como um filtro em nosso ambiente imediato, predispondo-nos a encontrar o que eles simbolizam. Quando eu e Branden passeamos de carro pela vizinhança, a ruas dele são preenchidas por uma eclética comunidade aquariana: "Mamãe, eu conheço tantas crianças nesse quarteirão. Acho que eu conheço alguém em todas as ruas na nossa cidade". Escorpião – mais frio, mais secreto e introvertido – está na cúspide da minha Casa 3. Minhas ruas são preenchidas por estranhos cujas portas estão sempre fechadas. E isso é ok para mim: valorizo minha privacidade e presumo que meus vizinhos façam o mesmo.
Anos atrás, quando comprei minha primeira moradia em um complexo de condomínios, perguntei-me se não poderia mudar minha experiência de Casa 3. Afinal de contas, junto com o taciturno Saturno em Escorpião, tenho o curioso Mercúrio e a charmosa Vênus na 3. Resolvi me tornar mais "vizinha". Enquanto os carregadores retiravam nossos pertences da van, eu sorria e acenava para todo mundo que eu via. Estava pronta para aprender seus nomes, dar-lhes as boas-vindas à minha nova morada, compartilhar xícaras de açúcar, ou seja, coisas que vizinhos fazem.

Duas semanas depois, eu estava evitando contato visual com meus novos vizinhos – embora eu jure que só fiz isso porque eles evitaram contato visual primeiro. Talvez eu estivesse num circuito de retorno, vendo apenas as minhas próprias projeções. Teria meu mapa me condenado a viver para sempre em vizinhanças escorpianas? Brevemente, durante a semana que se seguiu ao terremoto (uma crise de Escorpião!), eu e meus vizinhos aprendemos os nossos nomes e trocamos números de telefone em caso de emergência. E então retornamos rapidamente para a invisibilidade mútua. Nos cinco anos em que morei naquele complexo, só ocasionalmente eu dava ou ouvia um "olá", geralmente vindo de algum rosto novo retirando pertences de uma van.

É crença de alguns astrólogos que estamos condenados a ficar revivendo nossos mapas e padrões de infância. Porém, mais interessante, creio eu, é como podemos transformá-los (minha Casa 3 escorpiana falando). Nesse caso, acho que é o próprio conceito de vizinhança que poderia se beneficiar de uma atualização. Vizinhança é fundamentalmente o locus de nossa fofoca diária e novidades pessoais. Para as crianças (ou para aqueles anciãos cujos mundos eram reunidos numa única vila), as ruas no entorno do lar eram de fato o centro de tais informações. Mas para uma pessoa no século 21 com dinheiro e uma carteira de motorista, essa localidade é vasta. E nessa maior, tenho um monte de vizinhos amigáveis com portas abertas.

No ano passado, uma pessoa da vizinhança mudou-se de Ashland, no Oregon, para Marco Island, na Flórida. Graças às horas gratuitas de fim-de-semana no meu celular, não perdemos um minuto sequer de novidades mútuas. Através de emails, ainda sei o que se passa com a minha roda de amigos da Califórnia. E quando aqueles grupos de atos políticos online me convidam a assinar petições eletrônicas, não seriam eles bem parecidos com o cara que costumava ficar sentado a uma mesinha de jogos do lado de fora do supermercado do meu bairro? Quando a TV matutina mostra programas do tipo "Regis and Kelly" ou "The View" transmitirem a partir de sets que parecem com salas de estar, com apresentadores bebendo café e discutindo sobre a última fofoca, não estaria a vizinhança da minha Casa 3 expandindo para incluir essas celebridades também? Dou uma espiada nas explorações românticas do "The Bachelor", na maledicência das tribos de "Survivor", e não seriam "Os Osbournes" apenas mais uma família louca no meu quarteirão?

O signo na 3 não descreve apenas as ruas ao redor do seu lar. Talvez seja mais importante o fato de que ele descreve o tipo de estimulação mental que buscamos no nosso ambiente do dia-a-dia. Tenho vizinhos de Casa 3 ao redor do mundo que satisfazem minhas necessidades escorpianas de profundidade e troca íntima; regularmente, convido Oprah e Dr. Phil para a minha sala de estar também. A Casa 3 diz quais tipos de comunicação vamos achar interessantes – o que sugere outro meio para mantermos a nossa experiência de Casa 3 renovada. Quando a sua vida diária se tornar uma rotina ou extraordinária demais, examine a vizinhança que tem frequentado. Onde você acessa suas notícias? De quem você está recebendo influência? Essa vizinhança serve à fome arquetípica dos planetas e signos da sua Casa 3?

Resisti por anos a permitir video games e jogos de computador no mundo de Branden, torcendo para que ele preferisse passatempos de infância mais benignos, como ler livros, brincar de jogos de Lego, ou inventar jogos imaginários. Ele não o fez ("Mamãe, que té-é-é-dio"). Ele tinha medo também de ficar sozinho. Considerando o Aquário na sua 3, finalmente cedi e comprei um Play Station 2 para ele. Agora ele afirmou que eu poderia ir para minha aula de 5 horas de duração no templo budista, que ele ficaria bem. Ele passou aquela tarde vagueando pelas ruas do (chega a dar arrepios) video game Vice City. Quando cheguei a casa, ele anunciou que era o garoto mais feliz do mundo.


"Se sentir que ninguém o compreende", escreve Donna Cunningham, "olhe para a Casa 3 para ver o quão bem você se faz compreender".2 Com Sagitário na cúspide da Casa 3, sugere ela, uma abordagem aberta, descontraída, pode convidar os outros à comunicação; com Escorpião, uma fala reservada ou mordaz e sarcástica pode desencorajar uma conversa descontraidamente fluida (não comigo, é claro... mas não pergunte àqueles que amo!). Seja qual for o estilo, a afinidade da Casa 3 com Mercúrio, o planeta que rege a comunicação, está clara, razão pela qual astrólogos modernos afirmam que Mercúrio é o regente natural dessa casa. Mercúrio rege todos os tipos de mensagens-cartas, rumores, relatórios, discursos, e debates – todos os quais pertencem ao território da Casa 3.

Carolyn Myss escreve que a Casa 3 "revela como você dirige sua energia para o mundo".3 O signo em sua cúspide pode descrever como você põe suas ideias em movimento e, em última análise, como exerce o seu poder pessoal. De acordo com Myss, o desafio da Casa 3 é você se tornar consciente de suas motivações, pois todos os pensamentos, palavras, ações e feitos de uma pessoa invocam as leis de atração magnética. O que você projetar na 3 é o que terá. Ação e movimento são certamente características dessa casa. Mas o que pode surpreender astrólogos modernos é saber que na astrologia tradicional, a regência da 3 é designada a Marte, orientado para a ação, inspirado no desejo, e detentor de poder, e não a Mercúrio.

Então, qual regente devemos usar? Confesso não ser sábia o bastante para decidir esse debate. Importa-me apenas como a astrologia pode nos ajudar a viver uma vida mais rica. Nesse caso, parece que monitorar os nossos pensamentos tanto quanto os nossos atos pode melhorar nossa experiência da 3.

Uma amiga atriz certa vez me falou sobre um jogo de improvisação chamado "mantras". Todos os atores em uma cena escolhiam uma frase norteadora (ou mantra) e entoavam-na silenciosamente enquanto a ação se desenrolava. Alguém entoando "Estou com raiva" sentava-se para compartilhar uma tigela de pipoca com outra pessoa que repetia "Sou especial", e os resultados espontâneos, minha amiga me contou, eram quase cenas dignas de um prêmio Pulitzer. Tornou-se claro rapidamente que os mantras determinavam todas as ações na cena. Isso não me surpreendeu, pois o mesmo se aplica à vida real. Agimos de acordo com o que pensamos, e o que pensamos sobre o nosso mundo depende muito do que temos feito. Pensamento e ação, ou Mercúrio e Marte, são profundamente interligados. Da próxima vez em que sentir que os outros não o compreendem, ou se preocupar que o seu poder de alcançar os seus desejos tenha diminuído, estude o campo da sua 3. Como está pensando e agindo no seu mundo do dia-a-dia?

Claro, às vezes é bom simplesmente escapar disso tudo – abandonar o barulho e a distração da 3 pelos céus mais espaçosos da 9. Sempre que você tiver problemas com uma casa em particular, ajuda se você ficar na sua oposta por um tempo. A oposta à 3 é a 9, regendo lugares longínquos, filosofia e religião. A maioria das religiões nos encorajam a amar nossos vizinhos da Casa 3, mas também nos aconselham a evitar alguns deles. A 9 pode agir como uma espécie de controle de qualidade sobre as influências negativas da Casa 3, tanto internas quanto externas. Vá para um lugar longínquo que seja sossegado e sua mente clareia. Abandone as distrações da sua cidade e alcançará uma nova perspectiva.

Alguns dizem que a Casa 9 rege a mente superior e a 3 rege a inferior. Essa é uma distinção acurada o suficiente, mas tem um tom incomodamente esnobe. No meu pensamento, a 3 e a 9 são iguais em importância. Uma sem a outra é incompleta. Isso fica especialmente claro em mapas onde os Nodos Lunares caem no eixo dessas casas. Os confortos que nos são familiares do Nodo Sul consomem energia e nos desvirtuam do nosso caminho; a casa do Nodo Norte oferece um antídoto a esse encantamento, mas colocá-lo em prática não é fácil.

O Nodo Sul de Anna é na Casa 3. Ela tem tido uma vida agitada, tendo atingido o sucesso em uma variedade de carreiras. É competente nos trâmites de negócios – computadores, contabilidade, engenharia – mas está completamente aturdida quanto à verdadeira direção de sua vida. Ela não sabe por que, mas sua vida agitada sempre lhe pareceu vazia, como se não estivesse indo a lugar nenhum. Está sempre na estrada, marcando suas voltas e reviravoltas, mas nunca viu a perspectiva completa de um mapa. Como muitos com o Nodo Sul aqui, falta-lhe o gene visionário da Casa 9.

Eric, por outro lado, sente-se bem seguro quanto à direção de sua vida. Mas está completamente aturdido com o fazê-la acontecer. Seu Nodo Norte está na 3. Ele visualiza seu destino claramente; só que não consegue encontrar a estrada que o levará até ele. Fica assoberbado pelos tipos de detalhes da Casa 3 que a maioria das pessoas leva numa boa – chamadas telefônicas, incumbências, escrita de cartas, organização de seus papéis. Ele é rápido a dar sua opinião de Casa 9 sobre todo tipo de coisas. Por anos, sua ambição tem sido publicar editoriais no New York Times (por que começar por baixo?), mas nunca chegou realmente a escrever um, muito menos enviar um.

Eric claramente precisa de um pouco de perspicácia da Casa 3 e Anna precisa de mais sobrevoo na 9. Para todos nós, a chave é equilibrar a mente superior e a inferior. Você pode fazê-lo designando sua mente da Casa 3 como um espaço sagrado da Casa 9. Nutra-a cuidadosamente, limpe-a religiosamente. Pare a falação. Descarte informações inúteis. Selecione a sua vizinhança cuidadosamente. Encontre uma onde você possa respirar bastante ar fresco revigorante. Você saberá que obteve sucesso quando sua mente cotidiana estiver ansiosa pelos simples prazeres de alcançar o mundo, por aprender e ouvir sem julgamento. Essas são as alegrias da Casa 3 que não têm preço.


Notas:
  1. John Frawley, The Real Astrology Applied (Apprentice Books, 2002), p. 161
  2. Donna Cunningham, An Astrological Guide to Self Awareness (CRCS Publications, 1978), p. 144.
  3. Carolyn Myss, Sacred Contracts (Harmony Books, 2001), p. 213.

OFICINA DAS 12 LUAS

Oficina das 12 LuasComo aliada celeste mais próxima da Terra, a Lua tem uma influência poderosa no dia-a-dia, mas poucos estão sintonizados com ela. Se quiser aumentar a sua sensibilidade ao ritmo lunar, esta oficina é para você. Todo mês antes da lua nova, você receberá um caderno de atividades de 26 páginas, personalizado de acordo com o seu mapa natal e localização atual. Você aprenderá sobre as particularidades da astrologia: a lua nova e o ingresso do Sol, como estes influenciam o seu mapa, assim como as fases da lua, Luas fora de curso, signos lunares e trânsitos da Lua nas casas. Ao longo do ciclo, você será guiado em direção a uma apreciação ainda mais íntima das funcionalidades da Lua em sua vida.
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Traduzido do inglês por Rômulo Craveiro de Sousa Tartaruga (Brasil)

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Lua2124'22"18n54
Mercúrio955'30"r3n33
Vênus2138'55"21n06
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