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    Posições actuais dos planetas
    25-Jun-2017, 14:03 UT/GMT
    Sol412' 5"23n22
    Lua252'49"18n35
    Mercúrio94'37"24n40
    Vênus1948' 3"15n04
    Marte1347'43"23n42
    Júpiter1335'39"4s08
    Saturno2345'46"r21s57
    Urano2755'44"10n12
    Netuno1414'33"r7s02
    Plutão1828'55"r21s23
    Nodo Lun.true2519'11"r13n05
    Quíron2851' 3"3n07
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A Casa 1
Dana Gerhardt

Há casas no litoral que foram construídas voltadas para os penhascos, com vista para o mar e o céu que são de tirar o fôlego. Como seria a vida de quem nasceu num lugar como esse? Ou como seria diferente a perspectiva de uma pessoa começando a vida nos desolados emaranhados de um cortiço do sul do Bronx ou numa melancólica extensão do Outback australiano? Na astrologia, assim como na vida, o local de nascimento de uma pessoa tem um poder formador. O momento do seu nascimento organiza os planetas em signos e graus. O local do seu nascimento coloca-os em casas específicas. Isso confere a você uma cidadania celestial diferente daquela de uma pessoa nascida no mesmo momento em outra parte do mundo.

A localização conta. E faz sua mais expressiva afirmação na Casa 1 do seu mapa. Se, quando nasceu, você pudesse se aproximar da janela do hospital e perscrutar os céus no horizonte leste, talvez visse o conglomerado de estrelas e espaço que marcou o seu Ascendente, ou cúspide da Casa 1. A Casa 1 sugere, de modo geral, a sua vitalidade, altura, peso, formato da mandíbula, as expectativas que você tem com inícios, como interage com os outros, sua atitude geral perante a vida. Alguns dizem que é a casa mais descritiva da personalidade. Em The Real Astrology Applied, John Frawley chama a Casa 1 de ″folha de rosto do mapa natal″, com todas as outras casas expandindo e ampliando o seu texto.1 Como é que se traduz o ambiente de nascimento de uma pessoa diante disso tudo?

É algo holístico. Imagine que você tenha começado a vida em uma caixa. Durante o crescimento, seu corpo pode ter se adaptado ao formato dessa caixa, ficando curvado ou quadrado. Provavelmente, você gostaria de agarrar-se às coisas, e ao conhecer os outros, seria fechado e reticente. E é possível que também gostasse de trabalhar no escuro. O Ascendente é uma descrição simbólica do recipiente psíquico em que você primeiramente entrou quando deixou o útero materno para vir ao mundo e, ao respirar pela primeira vez, percebeu: ″Aterrissei em um novo lugar″. A Casa 1 contém primeiras impressões, tanto as que você causa no mundo quanto as que o mundo causa em você.

Mais do que o país, a cidade ou a rua, a família pode ser a mais forte pressão do ambiente. Quando você é criança, sua família é seu mundo. A escola psicológica da astrologia lê o signo ascendente como o papel que a pessoa representa nesse primeiro ambiente. A teoria dos sistemas familiares argumenta que cada criança inevitavelmente adota uma posição distinta no sistema familiar, motivada menos pela verdadeira natureza da própria criança do que pelas necessidades do todo. A dinâmica familiar pode demandar que o primeiro filho seja o seu herói, e o terceiro, o seu bode expiatório. O que tem ascendente em Câncer pode precisar ser aquele que cuida da família; em Virgem, o bonzinho; em Peixes, o filho perdido; em Sagitário, o palhaço.
Por fim, os filhos saem da casa dos pais em busca de ambientes mais espaçosos, com novas possibilidades e pressões. Sua rede inicial se expande, mas seu centro permanece o mesmo. O papel da Casa 1 é de longa duração. Não importa aonde você vai, ela condiciona o que você vê e como responde instintivamente.
Ela contém informação útil para se ter sobre as pessoas. Se eu acho que o mundo é duro como uma rocha e que todo mundo tem que saber escalar, e você acha que o mundo é fluido como a água e que todo mundo tem que saber nadar, o que acontece quando eu lhe digo que o problema é você não ser ambicioso o suficiente, ou quando você me diz que eu seria mais feliz se nadasse a favor da corrente? Você acha que estamos realmente "nos comunicando"?

Minha mãe e a irmã dela não se falam há anos. O estopim da briga já se desvaneceu, de modo que agora, quando uma fala da outra, suas recordações da infância são entremeadas por queixas. Quando elas falam, eu posso jurar que elas estão falando de pessoas estranhas em vez das mulheres que conheço. Diz minha mãe sobre a irmã com Ascendente em Escorpião, a tia que eu sempre soube que era sensível, tenaz e perceptiva: "Minha irmã era cruel. Ela nunca quis que eu tivesse alguma coisa nem que eu fosse feliz". Diz minha tia sobre a irmã com Ascendente em Capricórnio, a mãe que eu tanto ouvi lamentar-se sobre a infância solitária, às vezes deixada sozinha em casa: "Sua mãe era extremamente mimada. Sempre o centro das atenções, conseguia tudo o que queria".

Você acha que elas compartilham da mesma realidade? Vieram da mesma família, mas nasceram com uma diferença de sete anos, com horizontes diferentes, foram trazidas à família em redes diferentes e cresceram em mundos vastamente diferentes.

No mapa de minha mãe, além de Capricórnio ser o Ascendente a Casa 1 tem Saturno em Aquário. Com Saturno em Aquário, a pessoa pode sofrer de um medo da insignificância, de não ser notada, de desaparecer na multidão. Mamãe foi concebida tardiamente na vida de sua mãe. Durante meses minha avó achou que tivesse um tumor, e não um bebê, crescendo em seu útero! Na verdade, não é culpa de Saturno que minha mãe tenha estatura tão baixa, mais de trinta centímetros menos que seu irmão e sua irmã, mas isso certamente é parte da sua gestalt metafísica. Uma médium certa vez definiu a missão de vida de minha mãe como "levantar-se e fazer-se ouvir". É uma expressão que mamãe repete com frequência.
Minha mãe cresceu em um mundo com Saturno/Capricórnio na Casa 1, cheio de adultos e solidão. Ser sensível aos anos de depressão de sua infância refinou ainda mais suas lentes capricornianas. Embora ambiciosa e até bem-sucedida, mamãe ainda teme não ter o bastante. Ela está eternamente criando estratégias de como ganhar dinheiro para além da aposentadoria que ficou adiando, preocupada em não se tornar uma sem-teto empurrando um carrinho de supermercado. Ela ainda tem objetivos, não para de fazer planos e listas. E tudo que há de bom e de ruim nisso se infiltra no mapa de suas filhas como um tipo de herança astrológica: uma quadratura Lua-Saturno em meu mapa e uma Lua em Capricórnio no de minha irmã.

No ano em que dei à luz o meu filho, minha revolução solar espelhou a Casa 1 de mamãe, com ascendente em Capricórnio e Saturno em Aquário. Foi como se eu estivesse na pele de minha mãe naquele ano; percebi que podia ter por ela uma empatia mais profunda do que antes. Ser mãe pela primeira vez e compartilhar de sua Casa 1 natal permitiu-me a experiência pungente, triste e doce, de ver o mundo através de seus olhos.

Há alguns anos, fui a uma festa cheia de astrólogos. A conversa convergiu para signos ascendentes. "Ele tem Ascendente em Escorpião, então é melhor se proteger... Bem, claro, ela tem Ascendente em Leão, é sempre a rainha do drama...". Generalizações assim são -fundamentais em astrologia, mas me deixam desconfortável. Munido de inteligência, empatia e certa competência técnica, um bom astrólogo tem que ver as pessoas como pessoas e esforçar-se em achar a pessoa no mapa. Os indivíduos são reduzidos, rotulados e tratados como objetos na maioria dos lugares aonde vão. Mas, no escritório de um astrólogo, devem ser vistos em sua totalidade: vivos, complexos, talentosos e inteiros. O Ascendente sugere a chave para que se trabalhe assim.

O signo ascendente é um dos meios mais delicados de acesso à psique de um indivíduo. Foi onde ele descobriu, quando ainda era uma criança maleável e impressionável, que precisava de uma máscara e então construiu uma. Da próxima vez em que ler um mapa, procure começar adentrando as profundezas da Casa 1.

Mergulhe em sua base elemental. Água se for em Escorpião, fogo se for em Leão. Imagine-se uma criança envolvida por esse elemento. Convide sua mente intuitiva a lhe contar uma história do passado dessa pessoa. O que será que a feriu? O que a fez sentir-se segura? Como foi encorajada? Fique com sua imaginação até a máscara do ascendente dessa pessoa começar a substituir a sua própria. Torne-a adulta de novo. Como parece o mundo visto pelos olhos dela? Vá até a Casa 7 da parceria. Que tipo de gente ela encontra? Como recebe os desafios profissionais da Casa 10 sob essa perspectiva? Depois que vivenciar completamente o mapa sob o ponto de vista da Casa 1, você será capaz de brindar a pessoa que ele retrata com sensibilidade mais apurada.

Alguns astrólogos acreditam que o Ascendente propicie um retrato mais verdadeiro, mais íntimo, de um indivíduo do que o signo solar. Signos solares são os mesmos para todos aqueles nascidos dentro de um período de 30 dias, enquanto os Ascendentes se diferenciam dentro desse grupo, sendo mais precisamente ligados ao momento de nascimento de cada um. Na discussão Sol x Ascendente, estou mais inclinada a concordar com Howard Sasportas, segundo o qual nossos Ascendentes nos levam em direção às identidades prometidas por nossos Sóis. "O Ascendente pode ser a maneira como iniciamos a vida, mas aquilo que nos tornamos é o signo solar. (...) O Sol é por que estamos aqui; o Ascendente é como chegamos lá."2

A Casa 1 representa o ponto inicial no caminho da autodescoberta. É uma identidade confortável, mas antiga. Como um casaco muito usado, e muito semelhante ao Nodo Sul, é um cache de hábitos mentais e mecanismos de sobrevivência que fez você seguir em frente na vida, mas que pode, no fim, refreá-lo. Tenho notado que as pessoas que se sentem mais frustradas no cumprimento de seus destinos frequentemente estão presas na rede de sua Casa 1. Estou pensando particularmente em um amigo de Gêmeos, que coloca as atividades geminianas – interação social e discussão de novas ideias – no topo de sua lista de atividades mais significativas da vida. No entanto, sua persona de Ascendente em Escorpião o impede de entrosar-se em reuniões sociais. Ele fica em pé no canto, observando em silêncio, protegido. Frequentamos várias oficinas juntos (o que ele tem de Gêmeos dentro de si jamais perderia isso) e, mesmo assim, no primeiro intervalo invariavelmente o encontrava entrincheirado nas defesas de Escorpião, irritado e desconfiado: "O palestrante é falso e carismático demais. Está manipulando a plateia", dizia de cara amarrada.

E também há Paul. Ele me ligou do telefone de seu carro; suas palavras iam e vinham. "Eu vi sua foto e senti que você poderia me ajudar, costumo ter impressões mediúnicas sobre as pessoas... agora eu preciso de foco... objetivos... não sei... estou numa encruzilhada... meu relacionamento terminou há pouco tempo... talvez eu queira desenvolver minhas habilidades como curandeiro... também curto arte."

Não é um hábito meu adivinhar o mapa de uma pessoa pela conversa (o jogo é muito mais interessante partindo do contrário), mas quando vi o mapa de Paul, não fiquei nem um pouco surpresa. Ele falava diretamente de seu Netuno em Libra no Ascendente.
Antes da sessão com Paul, pensei sobre seu mapa e sobre o que ele queria da leitura. Deve-se dar a um Netuno ascendente "foco" e objetivos? Ou ainda, pode-se? Mais fácil mover os céus e lá colocar Plutão ou Saturno. Entrei em seu Ascendente. E vi um nevoeiro. Meditei sobre nevoeiros. -É possível ver a distância enquanto se atravessa um nevoeiro? Vê-se o destino à frente? Não. Você consegue ver a mão à frente do rosto e só. Quando você está dirigindo num nevoeiro, tem que ir devagar, mais atento ao que está perto do que ao que está longe. Tem que usar quase um sexto sentido para pressentir o que há por trás da cortina de fumaça. Se eu pudesse ajudar Paul a sair da encruzilhada em que ele se encontrava, seria essa habilidade que eu precisaria evocar nele.

Eu achei Paul um homem inteligente, criativo, compassivo. Quando falou de sua criação, entendi por que o garoto Paul tinha que lançar mão da habilidade camaleônica de seu Netuno em Libra para --atingir o equilíbrio e integrar-se. Para sobreviver, tornava-se tudo que precisassem que ele fosse. O custo disso, claro, era que o Paul autêntico, criativo e apaixonado, o Paul de sua conjunção Sol-Plutão, tinha que sair de cena. E cada vez que ele se dissociava de sua presente realidade, seu futuro desejado fugia-lhe mais e mais.

Paul queria falar sobre opções - voltar para a escola, ou ser aprendiz de um mestre, talvez se mudar para outra parte do país. Eu queria falar sobre o presente dele. Perguntei-lhe se, caso se concentrasse no lugar em que estava e fizesse suas escolhas com base em seus sentimentos no presente, confiava em chegar ao lugar que sempre quis alcançar, fosse indo para a escola ou fazendo arte, nesta parte do país ou em outro lugar. Sua voz foi mais profunda: "Sim... Quando consigo acalmar minha mente... sei que isso é verdade". No restante da leitura, falamos sobre o seu relacionamento, que acabara de terminar. Apesar da dor, Paul conseguia perceber que isso fora melhor para ambos. Seu mapa mostrava isso.
Duas semanas depois, recebi outro telefonema do celular de Paul. Sua voz estava mais baixa, indo e vindo novamente. Acabara de ligar para a ex-namorada, que já estava morando com outro homem. Tinha-lhe implorado que saísse de férias com ele, para o lugar mágico onde inicialmente se apaixonaram. "Ela disse que me ligaria de volta... estava confusa... não queria me machucar... não sabia o que fazer." Paul tinha se perdido no nevoeiro novamente. Escorregara dos sentimentos do presente (a angústia da solidão) para as distantes fantasias de sua máscara de Netuno.

Isso nos leva à pergunta crucial da Casa 1: como evitar que esse recipiente precoce se torne nossa prisão? O psicólogo junguiano James Hillman disse uma vez: "É preciso desistir da vida que tem para chegar à vida que espera por você".3 Essa era a mensagem secreta codificada nas estrelas do horizonte leste no seu nascimento. Recém-nascido, você provou a verdade disso, pois teve que abandonar o útero a fim de alcançar a nova vida à sua espera. Essa é uma lei natural do desenvolvimento. Entender isso é a chave para o domínio da sua Casa 1.
Ao escrever sobre a Casa 1, o astrólogo Dane Rudhyar enfatiza a necessidade de separar você mesmo das primeiras influências dessa casa, do condicionamento pessoal, social e cultural que o criou.4 O trabalho da Casa 1 é mantê-lo nascendo, o que significa continuar separando, continuar respeitando o que você tem de diferente. Sua "diferença", diz Rudhyar, não é o mesmo que um fardo de alienação autocentrada ("Ninguém me entende"). Em vez disso, trata-se de aceitar o dom de ser distinto. Num nível profundamente espiritual, podemos reconhecer que somos todos um, interligados e interdependentes. No entanto, também é verdade que o todo faz o seu trabalho mais produtivo e criativo através de indivíduos. Quando abraça a sua individualidade, você aproxima-se mais de cumprir o seu destino. Ganha acesso a mais recursos internos. -Assume uma forma mais autêntica.

O signo de seu ascendente não é o objetivo da individuação, é antes o meio. É menos a pessoa autêntica e mais a persona, o estilo através do qual você expressa seu espírito no mundo. Essa imagem é mais propriamente um trabalho em andamento, um tornar-se que continua ao longo de sua vida. Veja o seu ascendente como uma capa flexível e elástica, que pode esticar-se e ganhar novas formas à medida que você cresce. Imagine por um momento que sua Casa 1 e que o signo e os planetas que estão nela são uma máscara que você pode retirar e estudar. Coloque-a sobre a mesa à sua frente. Como pode descrevê-la? Que expressão ela tem? Como é que uma pessoa que usasse tal máscara andaria pelo mundo?

Note que essa máscara é feita de material flexível. Como você poderia alterar-lhe a expressão? Sem rasgá-la por inteiro e sem trocar de ascendente, como redesenharia essa persona para que ela lhe desse mais do que você quer? Escolha as melhores qualidades dos planetas presentes na sua Casa 1 e do signo que a rege e redecore a sua máscara. Em que ela difere da máscara que você pôs primeiramente sobre a mesa? Essa nova máscara exprime melhor aquilo que o distingue?
Consciente ou inconscientemente, esse é o trabalho que você faz quando planetas progredidos e em trânsito passam por sua Casa 1. A lógica celestial exige que esses planetas transitem pela primeira vez pela Casa 12. Essa é a casa dos finais. Durante os trânsitos na Casa 12, a velha abordagem se resolve. Você está se esvaziando, para poder inalar novos ares e recriar sua máscara, quando esse trânsito se move para a Casa 1.

Aprendi astrologia usando o sistema contemporâneo do "alfabeto", que ensina que Áries, Marte e a Casa 1 são a mesma letra astrológica. Isso faz de Marte o regente natural da Casa 1. Sua energia espontânea, impulsiva, energética e assertiva combina com o sentimento que podemos ter quando um planeta em trânsito entra na nossa Casa 1. Somos incitados por textos modernos a tomar a iniciativa e sair pela vida, engendrar novas oportunidades, buscar o que queremos. Portanto, inicialmente fiquei confusa quando soube que a astrologia tradicional faz de Saturno o regente da Casa 1. Todavia, como assinala John Frawley, Saturno governa portas e limites, e pode não haver limite mais forte do que o ascendente quando se distingue o que é vivo do que não é.5

Marte pode servir à urgência de inícios da Casa 1, mas Saturno descreve sua tarefa essencial. Saturno rege a forma. E, durante os trânsitos da Casa 1, estamos reformando tanto a nós mesmos quanto o mundo que vemos. Saturno governa as separações e a sociedade-, as duas forças que entram em -colisão - ou em conluio - nesta casa. Encontramos o mundo aqui, e sob sua pressão, descobrimos nossa diferença. Os astrólogos tradicionais também conferem a Mercúrio dignidade especial nesta casa. Ele se "regozija" aqui, compreensivelmente, porque como nos redefinimos na Casa 1, também recaracterizamos nosso ambiente. Fazemos coisas de Mercúrio: damos nome ao que vemos, contamos histórias.
Durante os trânsitos da Casa 1, temos a chance de reinventar a nossa auto-imagem e de renovar nossas percepções do ambiente. Recentemente, conversei com Julie. O Sol estava passando por sua Casa 1. Embora os astrólogos não falem com frequência sobre trânsitos solares, descobri que o circuito anual do Sol pelo mapa é bastante profundo. Ele nomeia nossas estações pessoais, os meses em que o trabalho de cada casa se torna importante. Julie sabia muito pouco sobre astrologia, mas quando eu expliquei o que significava o Sol na Casa 1, Julie riu em reconhecimento. "Então é por isso!"

Quando criança, Julie tinha dentes tortos. Essa imperfeição a deixava insegura, fazendo-a ter medo de sorrir ou rir alto demais. Talvez por falta de dinheiro ou por indiferença, sua mãe nunca a levou a um ortodontista. "Minha mãe sempre dizia que minha aparência era boa, mas eu sabia que não era." Este ano, quando o Sol entrou na Casa 1 de Julie, essa mulher de 45 anos marcou a consulta ela mesma. Finalmente, corrigiria o problema dos dentes. Essa mudança física consagrou a separação de seu passado e o nascimento de uma persona mais alegre, mais confiante. Que você também faça bom uso dos trânsitos de sua Casa 1!


Notas:
  1. John Frawley, The Real Astrology Applied (London: Apprentice Books, 2002, p. 154).
  2. Howard Sasportas, The Twelve Houses (Wellingborough, Great Britain: The Aquarian Press, 1985), p. 40.
  3. Citado de Sacred Contracts por Carolyn Myss (New York: Harmony Books, 2001), p. 2.
  4. Dane Rudhyar, The Astrological Houses (New York: Doubleday, 1972), pp. 58-59.
  5. John Frawley, op cit. 152

OFICINA DAS DOZE LUAS

Oficina das 12 Luas Como aliada celeste mais próxima da Terra, a Lua tem uma influência poderosa no dia-a-dia, mas poucos estão sintonizados com ela. Se quiser aumentar a sua sensibilidade ao ritmo lunar, esta oficina é para você. Todo mês antes da lua nova, você receberá um caderno de atividades de 26 páginas, personalizado de acordo com o seu mapa natal e localização atual. Você aprenderá sobre as particularidades da astrologia: a lua nova e o ingresso do Sol, como estes influenciam o seu mapa, assim como as fases da lua, Luas fora de curso, signos lunares e trânsitos da Lua nas casas. Ao longo do ciclo, você será guiado em direção a uma apreciação ainda mais íntima das funcionalidades da Lua em sua vida.
Oficina das Doze Luas em mooncircles.com

Traduzido do inglês por Rômulo Craveiro de Sousa Tartaruga (Brasil)

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